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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Tempestade - Henriqueta Lisboa - Poema

                          TEMPESTADE

                                                 (Henriqueta Lisboa)

                - Menino, vem para dentro,
                olha a chuva lá na serra,
                olha como vem o vento!

                - Ah! Como a chuva é bonita
                e como o vento é valente!

                - Não sejas doido, menino,
                esse vento te carrega,
                essa chuva te derrete!

                - Eu não sou feito de açúcar
                para derreter na chuva.
                Eu tenho força nas pernas
                para lutar contra o vento!

                E enquanto o vento soprava
                e enquanto a chuva caía,
                que nem um pinto molhado,
                teimoso como ele só:
               
                - Gosto de chuva com vento,
                gosto  de vento com chuva!

Santo André, 08 de outubro de 2013 - Primavera - 08h26min

domingo, 15 de maio de 2011

Doce Serenidade

Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas - Poeta
20.08.1889 à 10.04.1985

Este texto escrevi para homenagear uma pessoa, que na época, só de ouvi-la falar, enchia minha alma de felicidade. Seu jeito de falar e sua simplicidade, me deixava admirado. Ela era uma pessoa cheia de vida, não era uma pessoa endurecida. Ela era uma pessoa que tinha atingido o grau da sabedoria. Parabéns Cora...

segunda-feira, 21 de março de 2011

Poema: Um e tudo

Um e tudo.

O meu amor é grande
como o mundo.

Fora do meu amor
nada existe.

Tal como faz o sol
que ilumina
e aquece a seu redor
todo o mundo,
assim o meu amor
faz com tudo.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Na dúvida, dicionário...



Ivan Leite

É inacreditável que a leitura de uma palavra numa crônica jornalística possa causar um estranhamento repentino e nos deixar com tanta dúvida. Na Crônica do Ferreira Gullar do dia 17.01.2010 na Folha de São Paulo, intitulada “Dois mais dois: cinco”, ele está escrevendo sobre Oswald de Andrade... Quando, de repente, leio a frase: “Os concretistas o resgataram