UM CAMINHO
admiro os mapas
que trazem os caminhos
sem precisar percorrê-los.
segui-los é humano
sua-se; tonifica-se:
músculos e mente.
tônus feliz, pessoa feliz.
Ivan Leite - Santo André - 13 de julho de 2014 - 12h19min
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domingo, 27 de julho de 2014
Poema: "A FUNDO"
A FUNDO
Sustento como Atlas
imagens flutuantes
que não compreendo.
Captá-las e carregá-las
é o que eu posso.
Tempestades cerebrais
arrastam-nas
pela imaginação afora.
Que de súbito surgem
visíveis aos olhos
a fundo em sentidos.
Ivan Leite - Santo André - 07 de julho de 2014 - 20h06min
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Tempestade - Henriqueta Lisboa - Poema
TEMPESTADE
(Henriqueta Lisboa)
- Menino, vem para dentro,
olha
a chuva lá na serra,
olha
como vem o vento!
-
Ah! Como a chuva é bonita
e
como o vento é valente!
-
Não sejas doido, menino,
esse
vento te carrega,
essa
chuva te derrete!
-
Eu não sou feito de açúcar
para
derreter na chuva.
Eu
tenho força nas pernas
para
lutar contra o vento!
E
enquanto o vento soprava
e
enquanto a chuva caía,
que
nem um pinto molhado,
teimoso
como ele só:
-
Gosto de chuva com vento,
gosto de vento com chuva!
Santo André, 08 de outubro de 2013 - Primavera - 08h26min
domingo, 15 de setembro de 2013
O Amanhecer - Taiguara
"... e que as crianças cantem livres sobre os muros/
e ensinem sonhos ao que não pode amar sem dor/
e que o passado abra os presentes pro futuro/
que não dormiu e preparou/
o amanhecer, o amanhecer..."
"Taiguara"
Santo André - 15 de setembro de 2013 - 14h20min
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Tem tudo a ver
A poesia
Tem tudo a ver
Com tuas dores e alegrias,
Com as cores, as formas, os cheiros,
Os sabores e a música
Do mundo.
A poesia
Tem tudo a ver
Com o sorriso da criança,
O diálogo dos namorados,
As lágrimas diante da morte,
os olhos pedindo pão.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Caminhos sentidos
Ivan Leite
Andar e procurar um caminho,
Ainda que doa,
Inspira-me a vontade de ir.
Duvido dos rumos, Reis, poderes e sanções,
Acredito nos caminhos que me levam...
Bastam que sejam abertos ao amor.
Sei que tantas correntes nos dividem
E bloqueiam os pensamentos felizes.
As coisas que estão expostas na vida,
Depende de mim conquistá-las – é só querer
E caminhos são tantos e tortos.
domingo, 15 de maio de 2011
Doce Serenidade
![]() |
| Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas - Poeta 20.08.1889 à 10.04.1985 |
Este texto escrevi para homenagear uma pessoa, que na época, só de ouvi-la falar, enchia minha alma de felicidade. Seu jeito de falar e sua simplicidade, me deixava admirado. Ela era uma pessoa cheia de vida, não era uma pessoa endurecida. Ela era uma pessoa que tinha atingido o grau da sabedoria. Parabéns Cora...
segunda-feira, 9 de maio de 2011
O Mito
Este texto abaixo, de certa maneira ingênuo, pois contava eu nos meus vinte anos, faz parte de uma época em que achava que poderia ser um grande escritor. O valor dele não está na pretensão de ser escritor, mas de ter sido o primeiro texto escrito por mim sem que ninguém o exigisse. Saiu da vontade de escrever para homenagear uma Banda, os Beatles, e um grande músico, John Lennon, que na época fazia pouco tempo que tinha sido assassinado. Este texto, para mim, é um marco da possibilidade de poder escrever e poder passar uma emoção, além de gostar muito dele!!!
Não vivi sua época
Mas suas canções
Trazem um som
De grandes esperanças.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Um olhar, um gesto eterno (*)
Vejo nos olhos ternura
Logo meu coração derrete
É como se eu visse carência
Afetos exigidos que quase
sempre deixamos de dar.
Amar ainda é a melhor coisa
Amamos de vários modos, mas...
tem que existir a certeza no olhar,
se não... não há trânsito.
Amamos por vezes baseados em palavras
e estas quase sempre se dissolvem no vento
que insiste em levar os significados
para longe, na terra do esquecimento.
Amar ainda é a melhor coisa
Porque dele tiramos alegria
Visíveis aos nossos lábios,
eterno no nosso ser.
Entre olhares seguimos vivendo
Repressivos ou expressivos?
Por isso é que fixo neles
Eles dizem o que a alma sente.
Se estamos tristes as gotas os revelam
Se estamos contentes, brilham
Se estamos pensativos são neutros
Porque estão enxergando apenas pensamentos.
E as cores? Ah! as cores
Dão o brilho ao que é real
Pois são simplesmente a estética humana.
Pretos, castanhos, azuis ou verdes
O que importa? A sua beleza dependerá
da intensidade de nossos sentimentos
a cada segundo vivido.
Como se fosse um jogo
Eles se cravam um no outro
Pedindo, chamando, comunicando canções
tudo bem, estou pronto, venha...
Expreessando-se
Suaves ou rudes
Singelos ou ingênuos
doces ou ternos
depende só do peso de nossas almas
(Ivan Leite - Santo André - 20 de maio de 1985 - 13h45min - outono)
(*) Poema publicado originariamente na 1a. Revista de Letras da Fundação Santo André em 1985
Logo meu coração derrete
É como se eu visse carência
Afetos exigidos que quase
sempre deixamos de dar.
Amar ainda é a melhor coisa
Amamos de vários modos, mas...
tem que existir a certeza no olhar,
se não... não há trânsito.
Amamos por vezes baseados em palavras
e estas quase sempre se dissolvem no vento
que insiste em levar os significados
para longe, na terra do esquecimento.
Amar ainda é a melhor coisa
Porque dele tiramos alegria
Visíveis aos nossos lábios,
eterno no nosso ser.
Entre olhares seguimos vivendo
Repressivos ou expressivos?
Por isso é que fixo neles
Eles dizem o que a alma sente.
Se estamos tristes as gotas os revelam
Se estamos contentes, brilham
Se estamos pensativos são neutros
Porque estão enxergando apenas pensamentos.
E as cores? Ah! as cores
Dão o brilho ao que é real
Pois são simplesmente a estética humana.
Pretos, castanhos, azuis ou verdes
O que importa? A sua beleza dependerá
da intensidade de nossos sentimentos
a cada segundo vivido.
Como se fosse um jogo
Eles se cravam um no outro
Pedindo, chamando, comunicando canções
tudo bem, estou pronto, venha...
Expreessando-se
Suaves ou rudes
Singelos ou ingênuos
doces ou ternos
depende só do peso de nossas almas
(Ivan Leite - Santo André - 20 de maio de 1985 - 13h45min - outono)
(*) Poema publicado originariamente na 1a. Revista de Letras da Fundação Santo André em 1985
segunda-feira, 21 de março de 2011
Poema: Um e tudo
Um e tudo.
O meu amor é grande
como o mundo.
Fora do meu amor
nada existe.
Tal como faz o sol
que ilumina
e aquece a seu redor
todo o mundo,
assim o meu amor
faz com tudo.
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